Quando Agradecer é Pouco

catrin

Perdida e agudamente grata, sorrio o sonho realizado, engavetado nos cantos mais claros do meu coração.

Eu, múltipla, sem fim nem começo. Eternidade tem o dom do infinito.

Às vezes a beleza é tanta que me dá medo. Inexprimível a grandeza de bençãos, inexplicável, incalculável, uma nebulosa de incontáveis ins.

Tento agarrar uma estrela e comer seu brilho para que em mim clareie o céu.

Depois que se experimenta um cometa, não há gosto nem gozo que dure na escuridão. Sedutora nos primeiros atos, vira chaga gasta, comum e banal.

O amor radiante beija em bondade as velhas dívidas, cicatriza a perfeição atômica com néctar de caridade pura.

De tantas eras venho agora em inocência abundante, movida por intuição afinada e curiosidade que beira ao risco. Arrisco com suave amadurecimento e fé certeira de que os sonhos quentes chegarão.

Não importa como ou quando. Faço meu plantio e cedo espaço ao Universo, que com sua destreza em acabamentos floridos, guarda sopro autêntico feito sob medida, alinhando os planetas, esperando a pulsação ideal.

Pulso como lava de vulcão.

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