Pedido à Imensidão

agnes

Percorro a música interiorana de arranjos rústicos e espaçosos.

Da prosa curta entre os grilos afinados ao telejornal massante do aposentado. Dos latidos loucos à sanfona sem vergonha, acompanhada pelo público bêbado e suas gargalhadas quilométricas no boteco da rua lateral.

Enquanto o alarde das buzinas é raro, a atmosfera filtrada em silêncio pacífico é farta.

Sei cada ruído de cor em cada cor saltada.

O único som insistente em me espantar é ainda o do meu tecido cardíaco. Acelera sem rumo ao olhar os cantos perolados do céu.

Mas céu, ar infinito e suspenso em movimento, minha alma tem fome e deseja voar sob novas amplitudes.

Leve-me ao seu irmão compacto. Não tão puro e claro, mas de alimento diverso.

Deixe-me ir para quando eu voltar ofertando visitas, chegue como você: consciente da beleza imensa, dono de si, entregue ao amor sem fim.

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