Sobre Esperanças Consagradas

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Verde, dolorido e em festa: isso é Brasil.

Corto as páginas de Jorge Amado sobre a Bahia de todos os santos com marcador de Jesus Cristo.

Leio André Luiz psicografado por Chico Xavier sobre a colônia Nosso Lar. Abraço meu xequerê, explodindo uma dança.

Vou no terreiro cheiroso e adocicado de paredes estreitas e, respeitosamente, sempre um dia antes, escuto e falo o que penso ao lado de minha mãezinha. Rodeadas por fluidos magnéticos e páginas do Evangelho codificado por Kardec, perpetuo a tradição das lições espíritas, remexendo as estruturas com minha fé brasileiríssima.

Lá no início, quando me joguei pela dor e por amor nas cores de Aruanda, soube que os sete sentidos da vida, sustentados por firmes fundamentos, são genuinamente brasileiros. Meu coração brilhou como vaga-lume risonho e alegre na noite.

Se for para tocar Macumba vou de peito cheio e radiante, até porque nunca abracei tal árvore nem me encostei em seu tronco. Tambor bom de pele consagrada.

Lembrarei daquele susto até acontecer, e repito quantas vezes desejar: ele disse que um dia eu voltaria, vibraria ao bradar as notas do meu sangue livre.

Enquanto me foge o branco, onde tudo se dilui, vou lapidando a luz que clareia minhas vértebras. Estabeleço a conexão do divino que sobra em mim. Vigiando minha voz, sou sentinela de pensamentos.

A cada dia um passo novo no eterno aprendizado. Como criança caio e volto a engatinhar, repetidamente. Sempre há um encanto adormecido à minha espera, logo ali, mais à frente.

 

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