O Florescer de um Conselho Sincero

justyna

No sol me deitei para tomar banho de abraço. Numa luz quente, senti a paz que tanto pedi.

Tudo brilhava. O esmalte cor de vinho refletia uma terapia natural, silenciosa e relaxante.

Meu corpo tenso afundou suave no convite de uma estrela. Toda carga foi-se embora.

Restou eu, aromatizada pela quentura terna e gentil, fogo suave que beijava minhas têmporas, acalentando a pressa do dia.

Aquele era o momento de agradecer à benção do conforto que me foi emprestado. Emprestado, porque daqui só levo a alma e os quadros que pintei com tinta de risos moles no meu coração sagrado.

Este tipo de passagem espalha o sol interior enforcado no meu peito. Ele se condensa numa tranquilidade tão absurda que transborda raios de vida.

É quando me lembro das irradiações dos sinceros amigos: são doces, folgadas.

O caso de amor que me liga à música solar vem de espaços melódicos, onde o ritmo é muito grave e, a dimensão, feita de arte.

Abranda meu coração. Puxa o canto do meu sorriso. Faz encher meus olhos de mar.

Me abro completa, rendida pela graça de um poder tão quente, vasto e livre. É brasa que cadencia minha pulsação sedenta por belezas elementares, profundas e orgulhosas de suas raízes.

Escolho sempre o destino que brota mais mistérios. Sou fascinada por eles. O oculto me demora, sem pressa, com flores frescas em sublimação.

Sou movimento. Não há tempo, e vou.

 

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