Nova Versão

paula

Quando existo, sou acompanhada pelas notas timbradas no contrabaixo do meu contratempo.

Sentada ao lado do gato manhoso cor de mingau, eu me controlo para não remexer os ombros junto à minha cintura viva. Não quero dar na pinta que melodias me deixam feliz. Essa música moderna que possui ganchos próprios.

Do jeito que enrosco nos cipós das minhas árvores mães, grudo nascente na confiança. Ela me leva a expressões gentis e comédias românticas.

Aceito o remédio que faz meu coração sorrir, espontâneo. Essa é minha nova realidade, cheia de círculos que acendem um otimismo repaginado.

Vem dançar comigo, eu te levo para sair. Vamos comer tudo o que é gordo e colore a boca.

Até meu sono é bonito. Fico longa e à vontade, expressando fidelidade a mim mesma. Me jogo no ar sabendo que o pouso será brando.

Há planetas de outros caminhos se alinhando. Posso sentir o movimento que se inicia. Nessa porta só ingressam danças do bem. Foi-se o tempo da malícia maldosa.

A malandragem aqui é para lamber com a vida, como o gato branco que ainda se banha ao lado. Ele entrará pelos portões tranquilo e preguiçoso.

Reparo no verde e vou embora.

Só amor, fé e bondade, eu digo. Só pensamentos leves, eu tento. Intenções suaves e brilhantes, eu faço.

Me aqueço quando me reconheço no outro. Sim, extremamente grata. A luz é tão irresistível que sai pela garganta. O que resta de calor atinge quem estiver mais perto, sem distinções.

Rema na borda do meu coração que irradia.

 

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