Banho de Barro

claudia

Alto como árvore grandiosa, o homem de dois metros me amassou com barro de plantas celestes, esfregando na minha cara a verdade da força que possuo.

Assumo que, na selvageria dos dias, não me lembro da capacidade ilimitada que borbulha dentro de mim.

Transmuto o medo em amor. Passo pela dúvida e escolho desejar o agora. Marcho em cima do passado que, a cada pisada com gosto de vitória, vai se afunilando pelas margens da libertação.

Me encontro quando permito que as palavras me namorem. Elas grudam em minhas vértebras como teimosia de carrapicho, equilibrando a maciez entre mente e coração.

Por que ainda reluto às narrativas? São as letras cadenciadas que fazem meus ponteiros brilharem e, escorregadios, deitarem largos em uma essência exclusiva, só minha.

Firmo minha cabeça no que há de bom. Se a língua fere, já procuro outra passagem. Paisagem boa é a que se ocupa apenas de si.

No labor da reconstrução por um azul limpo, mansidão é alimento.

Confiando nos meus sonhos, sigo, rompendo qualquer teia que me impeça. A simplicidade que mora na busca pelo amor neutraliza meu embaraço.

Benção é enxergar o mais alto.

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