Doce Perdido

kellyvivanco2

Sou iluminada pelo clarão que me guia. Meu sol interior se alastra por onde lanço meus abraços.

Esquentando as ervas que me chamam à alma, ontem reencontrei o homem que de tão alto beira as nuvens. Escutei a ventania que sussurrava calma.

Desta vez o banho que tomei foi na planta dos pés. Maceradas são as folhas que limpam meu caminho.

Para que minha voz alcançasse os ouvidos do homem-árvore, de tanto esticar meus dedos flutuei centímetros acima do chão batido, como bailarina que busca a postura mais alinhada e quebra a sapatilha.

Para me enxergar naqueles olhos calmos e firmes, quebrei meu pescoço com torção feita quando se quer beijar as estrelas.

Ele me disse, lá do alto dos céus, que eu estava enxergando com globos gigantes, esses meus olhos espantados, desviando assim a doçura que me é tão sutil e poderosa. “Veja com o coração”, repetiu. “Lembre-se de quem você é”, cantou forte. “Mostre-se ao mundo”.

Ainda não sei como me despir das armaduras construídas pelo tempo de aço.

Para que o amor irradie, é preciso espaço.

Não tento, faço.

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