Concedida a Paz

stasia-burrington

Eu estava boba dias atrás. Carregava interrogações sobre como conduzir minha vida. Nessa manhã, mesmo, acordei no modo “isso também passa”.

Mas ao cair do azul, hoje, parei.

Fez-se o silêncio a minha coberta.

Acompanhei a descendência de todos os cenários do mar acima, até as luzes se fundirem em único tom.

Essa cor mutante sem nome outra vez. Que continue sem batismo! O que cria plenitude não pode ser definido: é crime artístico.

Acalmando minha mente pude me sentir inteira, me entregando à conexão de uma corrente viva que canta, ama e faz brilhar a lua.

Me permiti parar.

Antes da primeira estrela e do rosa infinito, passou pelos meus olhos afogados um pássaro sem pressa, solitário, com bico longo, largo e pesado, cor de macaxeira ensolarada.

Foi uma gratidão quase triste, tão feliz e ligeira que num pulso sabia que momento igual àquele jamais se repetiria.

Mas não são assim todos os suspiros, olhares, sabores e risos?!

Se eu conseguir o sentimento completo em cada estalo efêmero do dia, agarro aquela estrela.

Me antecipei. Volto, agora.

Se faço parte das constelações, já sou a própria estrela em si.

 

 

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