O Não Pertencimento

shiori-matsumoto

Quando me vejo refletida na quietude verde ao meu redor, no canto de um altar aberto, não tenho dúvidas de que sou completa. Com coração enraizado no momento, sou presente.

Vagueio pelas nuances do sol que adormece, desmanchando um pingo de pensamento que explora, no futuro, qual será meu próximo canto onde ficarei sentada apenas vivendo.

Aterroriza-me a suposição de uma tela branca, sem o mínimo rastro. O branco é um presságio indecoroso.

Tenho planos, mas não planejo. Sobrevivi cedo à queda do verdadeiro realce: não é desejo que sopra o vento.

Onde estarei no próximo silêncio?

Foram raras as primaveras em que tive a sensação de pertencimento. Se existiram, não me asseguro mais.

Estarei um dia em bando?

Não pertenço a lugar algum e, só dentro de mim, encontro abrigo.

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