Só, de Nada

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Ando só, por escolha.

Continuo fiel ao desejo íntimo de ser inteira.

Recuso migalhas porque minha fome é de mulher, e não de metade. Quero a fruta e a festa até o último doce.

Se não for para mergulhar, nem beiro a areia rasa. Até meu rasante é profundo, nesse mundo líquido que insiste em boiar.

A vida é preciosa demais para se permitir ser a segunda opção.

É um estado de liberdade. Fronteira que me abre a um perfume de sabor desapegado.

Livre das amarras e paixões cegas que sucumbem ao ardor da superfície, não checo mensagens, confortando-me na suavidade de menos um gesto.

O beijo eu me dou, como o bom dia espreguiçado antes de pousar meus pés na terra.

Bom dia à mim e à parceria de uma solidão calma, branda e macia.

Estar sozinha é sentir-se companhia, pertencendo à própria alma.

Sou a valsa dos sete. Sentidos da vida, maneiras de amar, vibrações divinas.

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