Das Trocas de Pele

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Entre dias ásperos e doces noites, me refaço sem traço. Hoje as palavras me rompem por dentro, sem precisar de contato.

Se me embalo no tropeço é porque sei que, na hora do recomeço, meu impulso terá pulso mais forte.

Nunca é golpe de sorte. Sempre uma escolha miseravelmente humana entre o pulo e a queda.

E como se salta ferida de alma? Finge que não se sente?!

Sentir muito é assinar contrato com linha de costura, retalhando as belezas que a vida dá.

Não há mar sem pancada de onda, nem rio que não encontre pedreira. Como meu criador fez de mim guerreira,não há vitória sem morte, amor sem ofensa, fé robusta sem construção.

Assim, sigo contra a correnteza na velha e mesma batalha. Porque sou indivíduo, e não massa. Porque minha subjetividade é brilhante demais para permitir que me calem.

Mais brava, porém mais branda; não menos doce.

Como herdeira de um grito sem pudor, do medo como arma e da repressão como covardia, sempre soube, com mestria, o quê e quem não ser.

Entre viver e existir, escolho renascer a cada aurora. Acendo a força que me habita. Ancorada no amor, me levanto, sempre mais bonita.

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2 comentários sobre “Das Trocas de Pele

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