Vildnei Andrade e o Nu Artístico: confira entrevista na íntegra.

Exposição fotográfica “Simply Red” vai até 31 de agosto, no Bar Bodeguita, das 20h às 23h, em Pirassununga, SP.

Fotógrafo fala sobre arte, tabus e os desafios da fotografia artística diante de uma sociedade conservadora e machista.

Por Marina Gallegani

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Efeitos de Impressão 

Passei pelas ruas madrugadas de perfume boudoir.

Deixei o rústico que inspirava as paredes antigas do bar recém inaugurado, uma bodega de história exibida por colunas, espaços e marcas do tempo.  

Lá dentro pulsava um enigma.

O diálogo misterioso entre a obra e o artista. Sem fotógrafo ou fotografia, apenas um vácuo instigante, daqueles olhares que param, contemplam e se seguem.

Arte indefinida, como arte que nasce já sendo. Povoava os corpos infiltrados por poesia. Em cada cenário, tudo se perdia, transmutando-se e virando um; uma explosão, um sentimento, uma união indecifrável.

As marcas também estalavam pelas rachaduras de madeira descuidada, cuidadas pelos nus artísticos que salvaram os dois cômodos  de um náufrago estético.

Fui para saber e me deixei por lá mesmo. Saí diferente. Por ser arte ou por ser nu? Pelo reflexo de pedaços meus e de cada um.

Um suspense calmo me levava à segurança do lar, certa e bamba, às horas de desassossego.

Quando o peito está cheio e a arte bombeia o sangue, já sei que o sono não será completo. De sonhos, coberto. De descobertas, irritantemente desperta.

Desaguavam as palavras na tentativa de descrever o que só pode ser visto.

Vá, você, na exposição e sinta por si mesmo. Conte-me depois como chegou, como saiu, como quis voltar a qualquer lugar.

A arte coloria um nu especial, tratado como obra de fina estamparia. E só assim poderia se conceber. Todas as poses não vestidas mereciam o olhar mais cuidadoso, daqueles que você inclina a cabeça um pouco de lado e tenta entender o que só foi feito para sentir.

E em casa, no abrigo quente, vomitei pelos dedos minhas palavras sobe o papel.

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• História, Fotografia, Arte e Vildnei Andrade •

Uma brincadeira lapidada, sonho inquieto transformado em expressão artística.

Lá no passado, na casa da tia, Vildnei Andrade dedilhava o início de seu olhar curioso.

Entre rolos de filme, tentativas e erros, o fotógrafo nascido em Leme, interior de São Paulo, explorava, durante a adolescência, os primeiros contatos com a câmera fotográfica.

Traços de uma intuição destemida que mais tarde dariam laço ao que viria a ser uma paixão em registrar a vida com arte.  

Técnico de enfermagem, enfermeiro e advogado, seriam apenas pontos a bordar o caminho até o desafio maior: seguir o coração firme contra o preconceito de uma sociedade moralista, machista, hipócrita e conservadora.

Com o nu artístico, neste percurso de enfrentamentos, seguiu e continua abrindo caminhos para novas possibilidades, olhares e descobertas da mulher e suas impressões sobre si mesma.

O empoderamento de uma perspectiva apoiada na amplitude de uma feminilidade abundante e uma beleza sem rótulos.

Sem padrões ou imposições, mulheres retraídas voltam a se enxergar como realmente são, enquanto as mais soltas dão abertura ao óbvio e pouco reconhecido: todo corpo deve ser respeitado, cuidado e amado, dando voz à liberdade de ser e se expressar.

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30/06/2017

ENTREVISTA

• Poderia nos contar um pouco sobre como chegou até a fotografia?!

V: Cheguei na fotografia por causa da minha tia. Quando eu tinha 12 anos de idade, ela comprou uma máquina fotográfica e não sabia usar. Ela deixava lá e eu ia fuçar. Acabei com um rolo inteiro de filme, ela ficou muito brava comigo, aí eu tive que comprar um outro rolo. Aprendi a colocá-lo na máquina e acabei com aquele rolo também.

Não fazia a menor noção do que era a fotografia, então eu brincava.

O tempo foi passando, fui fazendo fotos de família, de bicho, papagaio, até que eu me casei, minha filha nasceu, e tive que parar com tudo por causa de dinheiro. Com uns trinta e cinco, trinta e sete anos eu voltei a fotografar, mas também era esporádico.

Um dia precisei de fotografias das modelos, e elas mandavam umas fotos muito mal feitas, então comecei a fazer as fotos das modelos para poder utilizar no site.

Com o tempo uma das modelos me pediu para eu fazer um seminu no meio de uma sessão, eu fiz, ela gostou, e eu achei que ficou legal. Depois, passados uns dias ela me contou que sua mãe perguntou por que é que ela não tinha feito um nu, daí ela pediu para fazer um nu, eu peguei, fui e fiz.

Comecei a me dedicar mais, ao lado do nu, e comecei a trabalhar com essa área, mas no começo era muito sexista, não era um nu artístico, era mais “playboy”, mas era o que eu fazia porque não tinha outra referência.

Eu gostava das fotos mas não eram as fotos que eu queria fazer. Faltava alguma coisa. Aí eu conheci um professor de fotografia de São Carlos, e ele começou a me mostrar o lado artístico da fotografia. Comecei a gostar mais e descobri que era o que eu queria.

Desde então já era uma foto mais trabalhada, mais bem iluminada, com mais segredos, e eu comecei a gostar desses segredos da fotografia, que era o “mostra, mas não mostra”, que é o que gosto em uma foto.

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• E atrás de todo esse tempo, o que você fazia?

V: Atrás de todo esse tempo eu fui técnico de enfermagem, técnico de segurança, enfermeiro, fui advogado… da advocacia eu comecei a fazer fotografia. Ganhava bem como advogado, mas não era feliz. Hoje eu sou feliz.

Ganho pouco, mas não era como advogado, o reconhecimento da fotografia não é o mesmo da advocacia.

• Poderia dar um exemplo do que você considera uma “foto de playboy”?

V: Numa foto da playboy você mostra a mulher como um objeto sexual. Na fotografia artística eu posso fazer a mesma foto, com uma angulação diferente, uma luz diferente, e essa mulher não passa a ser um objeto sexual, passa a ser um elemento de composição fotográfica.

• O que caracteriza um nu artístico, e qual o limite entre o sensual e o vulgar?

V: É você ter uma pessoa numa determinada pose, num determinado cenário, aonde você tem que mostrar um corpo, mas não mostrá-lo totalmente. É uma brincadeira de luz e sombra, é o posicionamento em tudo o que esteja à vista. E em todo esse conjunto você ainda tem que ter um diferencial.

• As ideias das poses vêm à sua cabeça na hora ou já é algo pensado?

V: Não. Eu gosto muito de ler sobre arte, eu estudei bastante. Vejo muito material, entro na internet e pego outros fotógrafos que fazem nu artístico… Nós vemos as fotos que cada um faz, trocamos figurinhas, um manda foto pro outro, e nas diferenças eu já fico mais ou menos preparado.

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Às vezes a modelo quer fazer a foto de uma pose, e a gente vai e muda para melhorar um pouquinho o contorno do corpo, a iluminação, e isso é muito importante. Se não tiver uma boa iluminação não se faz uma boa foto artística.

Você vai com uma referência, e chega na hora você não tem que necessariamente fazer igual, e nem pode fazer igual porque aí seria também uma cópia.

• Você sempre foi de ter esta noção de luz e sombra bem antes de fotografar profissionalmente?

V: Não, não. Antes eu passava por um lugar e o via como uma paisagem, nunca tive a ideia de parar e ver aquilo como foto. Hoje eu chego em qualquer lugar e a hora que estou passando eu já vou olhando e vejo a luz formada, já imagino a modelo numa determinada pose, numa determinada condição… então quando eu estou passando por um lugar eu já vou pensando em como posso usá-lo para tirar uma boa foto. É uma coisa quase que instantânea.

• O nu artístico tem que ser sensual?

V: Não. O nu artístico tem que ser artístico. Sensualidade há pessoas que tem e pessoas que não tem. Tem pessoa que você pode pedir para fazer uma pose artística e sensual e ela não consegue fazer.

É o jeito dela olhar, o jeito dela parar, o jeito dela se portar; ela está posando artisticamente mas, ao mesmo tempo, ela está exalando sensualidade. A curvatura de corpo, a boca, o olhar, a posição de pôr a mão, isso a pessoa nasce, lá dentro, você não consegue fazer.

Cada pessoa tem um jeito, cada pessoa é de um jeito.

• Existe diferença entre o nu artístico e o seminu?

V: Existe. O nu artístico é corpo nu. Pele, somente pele. A partir do momento em que você coloca um pano, um pedaço de uma folha, uma tela, você está cobrindo o corpo. No meu entendimento, se você cobrir mais de 30% do corpo você está saindo do nu.

O nu, para mim, é nu. Eu falo para as meninas fazerem nuas e cruas, sem roupa, sem maquiagem nenhuma. Esse é o verdadeiro nu, é mostrar a beleza da mulher sem nenhum artifício.

• Mas elas se maquiam…

V: Eu peço para passar o mínimo de maquiagem. Não tirar sardas, não tirar marcas de expressão, não forçar no batom nem na sombra, a não ser que seja um trabalho diferenciado. Aí já é outro conceito.

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• E sobre o limite entre o sensual e o vulgar?

V: É uma navalha, isso daí. O que é ser sensual? Em um desenho, você vê algo de belo. Isso é ser sensual. Uma mulher bela, com curvas, com traços bonitos, expressões bonitas, mas dentro de um limite e dentro de um contexto. Uma irmã gêmea dela, por exemplo, que se pinta demais, que usa roupas escandalosas, não sabe se comportar, ela não é uma pessoa sensual. Ela passa a ser uma pessoa vulgar.

Uma fotografia com o sensual bonito é quando a mulher está entre o bravo e o sorriso, é o meio-termo. Se ela começar a posar nua sorrindo demais, ela pode perder o clique da sensualidade para o da vulgaridade. O jeito de se sentar, se ela sentar com a perna um pouquinho aberta, dá para fazer nu, sensual. Agora se ela abrir muito as pernas ela vai para a vulgaridade. Não tem necessidade de mostrar tudo. Você vai até certo ponto. No nu artístico você nunca pode mostrar tudo, sempre esconde alguma coisa.

• Mas isso não seria apenas um ponto de vista?

V: É um ponto de vista, mas é um ponto de vista compartilhado por uma grande parte dos fotógrafos.

Depende muito de criação, de país para país. Na Europa você pode fazer praticamente o que você quiser que nada é vulgar, porque a sociedade europeia é uma sociedade mais aberta. No Brasil já não dá para fazer isso. Falta conhecimento, falta cultura, educação.

• Como você poderia definir o nu artístico para quem não conhece?

V: É difícil explicar com palavras um trabalho no qual você tem uma pessoa, homem, mulher ou casal, aonde você tem uma iluminação bem feita, aonde uma composição fotográfica que não seja fora dos padrões de linhas e curvas, de centralização, tenha contornos bem demarcados… então visualmente é mais fácil você mostrar o que é um nu artístico do que falar. Mas principalmente o trabalho de luz; toda foto de nu artístico não pode ser nem muito clara nem muito escura.

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Eu, pessoalmente, gosto de trabalhar com o preto e branco, instiga mais. Na foto colorida você vê tudo, na foto em preto e branco você está idealizando alguma coisa.

E o nu artístico é isso, idealizar o que está acontecendo. O que vem daquilo? O que aquela pessoa esconde com aquela sombra? Tem mais curva, tem menos curva? É um rosto escondido ou é um rosto que se escondeu justamente para provocar? Alguém está se escondendo de vergonha ou está se escondendo para provocar?

• Você sente preconceito do público em relação às suas fotos?

V: Já senti mais. Há cinco anos se eu falasse que fazia fotos de nu com uma mulher eu teria maridos bravos, namorados bravos, eu poderia ter uma cidade brava.

Se existe preconceito?! Existe. As pessoas ainda não estão preparadas para entender o nu como nu. O pessoal vê o nu como pornografia, como safadeza, atrevimento. E é um atrevimento mesmo, a gente tem que ser atrevido para tentar quebrar uma barreira, se você ficar sempre parado, esperando que alguém faça, não vão fazer. Sou atrevido neste ponto. Ponho minha cara para bater.

• Como está sendo o feedback da exposição?

V: Ótimo. Eu não esperava muita gente na visitação. Eu não espero muita gente. Eu espero gente que goste de fotografia.

• Dá para perceber quando alguém chega para ver apenas as mulheres nuas?

V: Dá. A pessoa que vem aqui para ver um nu artístico para e contempla a foto. Fica procurando os detalhes da foto e chama para perguntar sobre eles. As perguntas são sobre a fotografia. É diferente quando a pessoa pergunta “quem é essa mulher?”, aí já tem uma conotação sexual.

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• Este preconceito diminuiu pelo fato de as pessoas verem o seu trabalho ou pelo passar do tempo e uma consequente conscientização?

V: Eu acredito que pelas duas coisas. No começo não havia nenhuma referência fotográfica de nu na cidade. Ninguém fazia ou, se fazia, escondia. As pessoas não se mostravam. Tinham medo de aparecer. Também tinha a falta das pessoas saberem quem é que fazia.

No início teve professor que criticou meu trabalho durante o tempo inteiro. Meus trabalhos eram barrados na escola porque eles ensinavam uma técnica fotográfica, e eu tinha que apresentar um trabalho com a técnica ensinada, e eu colocava o nu artístico. Eu fazia tudo o que eles ensinavam, só que com o nu artístico.

• E quanto às mídias sociais?

V: No facebook já teve gente que comentou e eu alertei que iria processar por calúnia e difamação. Tem pessoas que são deselegantes com as modelos, daí eu corro e falo, “minhas modelos não estão peladas, elas estão nuas”, que é uma diferença muito grande; uma mulher pelada está se mostrando porque ela tem tendência sexual no ato. A mulher nua não, ela está num trabalho profissional que está sendo realizado. As finalidades são diferentes.

Então às vezes até alguma mulher brinca, “nossa, hoje eu vou ficar pelada pra tirar foto” e eu digo “não, você vai ficar nua”. Eu as corrijo também, para que elas não passem esse entendimento de conotação sexual sem querer numa conversa, então eu explico a ideia do nu como arte.

• Um ensaio de nu artístico tende a mexer com a auto estima das mulheres, levando-as a se enxergarem de um jeito diferente. Como você percebe este momento? 

V: A primeira coisa que eu enxergo, é durante as primeiras conversas, mesmo que por escrito. A pessoa se apresenta com auto estima baixa, ela tem vergonha do próprio corpo, tem medo do que a sociedade possa falar, receio de se mostrar.

Durante a sessão, quando começo a fazer as fotos, eu paro e mostro várias vezes, mas presto atenção na expressão da modelo, e aí você vê que o rosto dela acende, os olhos dela pegam fogo, a boca abre de um modo silencioso, e daí falam “sou eu? Essa não sou eu não”. Elas não se conhecem daquela forma.

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• Isso vai acontecendo durante a sessão ou depois?

V: Algumas logo que chegam e já vêem as primeiras fotos já gostam do que estão vendo e começam a se sentir diferente. Outras no final da sessão mudam o conceito delas mesmas, outras eu entrego as fotos tratadas e demora um certo tempo para criar aquela coragem, mas depois elas desabrocham.

Aí falam comigo “olha, não posta não porque não quero”, aí depois eu vejo elas mesmas postando as fotos. Quer melhor confiança do que essa? Ninguém falou, ninguém mandou, elas mesmas que fizeram.

• Essa dificuldade de ver a própria imagem é resultado dos padrões pré estabelecidos ou de uma dificuldade de se enxergar, de ter noção da auto imagem?

V: Não, eu creio que seja mais dos padrões pré-estabelecidos. A mulher tem que ser magra, tem que ser alta, bonita, sexy, vitoriosa, e nem todo mundo é desse jeito. Nem todo mundo consegue ser tudo. Ninguém vai ser tudo na vida.

“Ah eu não sou sexy”, você não é sexy porque nunca se viu sexy, basta se encontrar. Aí você começa a melhorar essa sensualidade.

Eu já tive casos de pessoas que fizeram a primeira sessão, não gostaram, foram sinceras, “não estou bem, vou tentar melhorar”, pediram para fazer uma segunda. Uma delas gostou mais, e na terceira já não conseguiu fotografar porque ela estava pronta para fazer além daquilo que foi proposto, ela começou a se gostar, ela que se mudou. Entre a segunda e terceira sessão ela mudou por completo. Já se colocava numa posição diferente, dizendo “eu sou diferente”.

Eu não faço a sessão para orientar ninguém, mas para orientar na foto, mas depois que a mulher vê o resultado e lembra do que aconteceu, ela começa a se colocar daquela forma. Ela cria a própria condição, e a sensualidade que ela tem na foto ela transporta para o dia a dia dela.

•  Já teve algum caso negativo?

V: No sentido de piorar a auto estima de alguém, não, mas teve no caso de a mulher fazer a sessão, chegar em casa, contar pro marido e ele querer largar dela, ou um namorado largar da namorada. Mas também houve casos em que a namorada falou “eu vou fazer uma sessão de fotos nua”, e ele disse “não, você não vai”, e ela respondeu “eu não estou pedindo permissão, estou lhe comunicando”. É o cara que vai querer mandar na menina, segurar, pôr normas para ela seguir e ela não quer isso para a vida dela.

• Elas conseguem expressar o que são conforme vão ficando mais confortáveis?

V: Geralmente elas chegam retraídas, tímidas e medrosas. No decorrer da sessão elas começam a descobrir que andar nua e estar nua faz bem para elas. Ela começa a descobrir que aquilo ali não é uma coisa pecaminosa. Se sente mais livre, mais solta, mais dona de si.

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• Quais as maiores dificuldades de trabalho nas sessões?

V: Marido, pai, mãe, irmã e namorado. Essas são as maiores dificuldades de uma sessão. Eu peço para não levar. Com pai ou mãe presente é suficiente um abaixar de cabeça e a pessoa já se retrai.

Leva uma amiga. Amiga que vai ajudar a maquiar, arrumar o cabelo, se retocar, ajudar a iluminar, vai ter um incentivo do lado.

Outra condição, eu trabalho apenas com a luz do sol. Às vezes estou num ambiente com todo o equipamento regulado, e aí quando vou fazer a foto, entra uma nuvem. Aí eu tenho que parar e regular tudo de novo por causa daquela nuvem, aí a hora que eu vou fazer a foto, a nuvem vai embora.

Insetos. Geralmente eu peço para a modelo passar repelente porque fotografar no meio do mato, em ambientes externos você vai ter inseto.

Curiosos. No meio do nada aparece um curioso e fica vendo a sessão, e eu pergunto pra modelo “terminamos ou continuamos?”, a maioria fala “continua”, se não, terminamos.

• Como acontece a seleção das modelos?

V: Não existe seleção. Ou a pessoa me manda o contato ou eu a convido. Se ela me contrata eu vou fazer a sessão.

• Qual sua opinião sobre o cenário de arte visual em Pirassununga?

V: É complicado. São poucas as empresas que investem realmente na área de propaganda, que têm o conhecimento do quê é uma arte visual, que você pode fazer uma boa arte visual pelo facebook. Ainda existe o preconceito de que o investimento em propaganda e em arte visual não é um retorno garantido para a empresa.

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Gostou?! Conheça mais sobre o trabalho de Vildnei Andrade através do site oficial do fotógrafo, ou sites como 500px e Fickr.

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