Corrente

priscila barbosa

Sempre fui do “antes só do que mal acompanhada”.

Talvez por gostar da irreverência que permeia minha solitude, ou simplesmente por ser seletiva quanto à sinceridade que vibra ao meu redor.

Passam por mim os falsos e interesseiros, maliciosos, sorrateiros.

A intuição que me guarda mora na energia da qual te leio.

Mas independente dos sorrisos ao meio, há os corações inteiros que me acolhem pelo caminho.

O carinho que trago comigo, de almas rasantes da minha jornada, cuido como lembrança adocicada.

A maioria dessas pequenas galáxias humanas nem suspeita em fazer parte do meu tesouro particular.

Cada dobra de história pede uma luz diferente, mais abrangente.

São os ajustes de camadas famintos, desejando a constante renovação.

Minha viagem é solitária porque ninguém cabe no meio de tantas despedidas.

Me expando e me recolho. Como bicho bom do mato que sou, desajeitada nos rigores sociais, ainda não aprendi a me comportar em meio à insanidade civilizada.

E bem assim, sem forçar o arreganhar dos dentes, pego o caminho mais estreito. Não porque seja mais puro, mas simplesmente por não ter de trombar com tanta gente.

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